O ano de 2009 foi marcado pela afirmação definitiva das Mídias Sociais no dia a dia das pessoas e das empresas no Brasil. Ao Orkut, site de relacionamento que faz sucesso absoluto desde a sua chegada por aqui, somou-se o Facebook, mundialmente famoso e que cansou de bater os próprios recordes no Brasil no ano passado, aumentando sua audiência em níveis bem superiores a 100%.

Além deles, o Twitter também virou febre nacional em 2009. O site, que preza sobretudo pela rápida troca de informações sobre os mais diversos assuntos, fez nossas empresas repensarem a maneira com que se comunicavam com os seus consumidores. Durante o ano que se passou, houve quem melhor se adaptou às mudanças lideradas pelo Twitter, e quem demorou um pouco mais a entender o funcionamento da nova ferramenta. Ainda assim, no fim de 2009, todos pareciam ter se rendido aos seus poderes.

Sites como Orkut, Facebook, Twitter, Myspace, Flickr e o fenomenal YouTube estão revolucionando a Comunicação. Falar disso em pleno início de 2010 parece, além de óbvio, bastante batido; discussões e debates sobre o Tema não faltam por aí.

Ainda assim, o advento de tais tecnologias trouxe conseqüências impressionantes e até certo ponto inimagináveis, principalmente para quem ainda não parou para pensar no assunto ou não se tocou de que essas mídias vieram pra ficar.

Por isso, pensei que seria interessante trazer o vídeo que segue, chamado “Did you know? 4.0”. Ele é, na verdade, a continuação de uma espécie de série que faz uso de dados estatísticos para questionar, afirmar ou mesmo refletir sobre diversos fatores. Ainda que a grande maioria dos dados refira-se aos Estados Unidos, todos os fatores abordados são de âmbito mundial, e vale a pena conferir cada versão de “Did you know?”.

A versão 4.0, como dito, se concentra no poder das novas tecnologias, e fez algum sucesso por aqui no ano passado; por isso, pode até ser que você já o tenha visto por aí. Se ainda não viu, aqui está a oportunidade perfeita.

De um jeito ou de outro, este vídeo está ou estará presente no nosso dia a dia, e é bom que nos acostumemos a ele o mais rápido possível.

Discutir, criar, reinventar. Discutir, criar, reinventar. Discutir, criar, reinventar. Isso, isso, a gente não cansa de fazer isso. Ao contrário, adoramos. E em meio a um desses espirais, lá no começo deste ano inauguramos outra seção na querida revista Encontro – a publicação corporativa da Unilever Brasil que realizamos com carinho (leia também o post abaixo!!!).

O título da novidade é Reflexão. O assunto é algo em destaque nesse mundão. A assinatura é sempre a de um profissional convidado, de fora da Unilever, talentoso e gabaritado. Gente da pesada, como Mario Sergio Cortella, Antonio Prata e Arthur Veríssimo já deixaram suas palavras por lá, para quem – como nós aqui da Elos – curte pensar, debater, refletir, transformar…

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 Viva! A querida revista Encontro - publicação corporativa da Unilever Brasil que realizamos com muito gosto – é uma das três finalistas do Prêmio Aberje, na categoria Gestão de Mídia Impressa, região de São Paulo. Veja lá: www.premioaberje.com.br/finalistas_regiao4.asp . Em audiência pública, a final será já já: sexta-feira 15 de agosto, pela manhã. Quem se interessar pode reservar lugar no site da Aberje (www.aberje.com.br). E tocer por nós, claro. 

O Prêmio 2008 recebeu inscrições de 425 trabalhos, que foram divididos entre 18 categorias. Sua história, no entanto, começou 1967 com o primeiro Encontro de Editores de Jornais de Empresas, que aconteceu junto à primeira Exposição de Jornais e Revistas de Empresas. Então participaram 80 editores de 54 publicações e, na ocasião, nasceu a Aberje e seu Prêmio de Jornalismo Empresarial. 

A idéia foi conferir reconhecimento às empresas que se distinguissem, ao longo de um ano, na área de relacionamento. Os trabalhos foram julgados por Victor Civitta, da Editora Abril; professor Julio Garcia Morejón, diretor da ECA-USP; e pelo jornalista César Tácito Lopes Costa, do jornal OESP. Ao longo dos anos, o Prêmio Aberje foi sendo adaptado em função da evolução da própria atividade de comunicação empresarial do Brasil.  E agora, a gente está lá também…

Quem sabe, sabe. Quem não sabe…também sabe. Mas não sabe que sabe, porque acha que quem sabe é quem sabe, e não quem não sabe que sabe. Saber que não se sabe é o começo de um belo saber, porque saber é relativo e, neste mudo mutante, quem é que sabe, afinal? Quem sabe que sabe, já não sabe tanto assim. Porque eu acho que quem sabe, sabe que não sabe tanto assim e que, portanto, também não sabe muitos saberes. E estes, sabem que não sabem. Sendo assim, quem sabe, sabe que não sabe. E quem sabe, mas sabe mesmo, e sabe que sabe. Bom,…este sim é que não sabe nada mesmo.

Marcio ( Marcio Svartman )

Uma querida amiga recebeu outro dia um e-mail sobre o podcast de outra amiga querida. Ela olhou intrigada e, enfim, exclamou: “Isso é coisa de viado, ou a gente ta ficando velho mesmo?”

Pois é. Boa pergunta. É claro que falar “coisa de viado” não se refere a nenhuma opinião preconceituosa sobre os homosexuais, ao menos, não dela mesmo. Evidentemente é sim uma impregnação cultural bem preconceituosa e antiquada. Na realidade, falar “coisa de viado” não quer dizer que a gente não gosta de viado, e nem que a gente não gosta de “coisa de viado”. Quer dizer só que…que..que a gente é velho mesmo! Porque não se fala mais “coisa de viado”. Aliás, mais da metade dos nossos amigos mais queridos são gays. Apesar deles também serem da nossa geração, a maioria deles não fala “coisa de viado”, porque eles estão normalmente na vanguarda. Eles são descolados, porque já que a cultura clássica, o mainstream social, coloca eles de lado, então eles chutam o caneco e se ligam no que há de mais novo no universo da produção de cultura. Aliás, por isso mesmo a pergunta sobre o podcast. A gente nem descobriu que isto existe e já tem gente fazendo isso. É revoltante pra alguém como nós! Nós que queríamos ser a ponta do que se faz em cultura! Mas a gente não consegue. A gente não consegue porque agora tem esse papo de “novas mídias”. Quando o primeiro jornal começou a publicar fotografias coloridas eles anunciaram até na TV. Pô! Eu lembro disso! Aliás, jornal, TV,…isso eu conheço. Conheço outdoor, que agora nem pode mais!

Aí começou a Internet! Isso ia ser a nova mídia. Internet?! Nem se fala mais internet. Agora cada coisinha que rola na Internet tem um nome. Tem um monte de coisas rolando por lá. Até vida paralela! Aliás a tecnologia é fantástica, mas esse papo de Second Life é esquisito. Eu sei que Second Life poderia estar em negrito, mas eu tenho uma triste notícia: isso não é outra língua. É assim que chama mesmo. Não tem um nome em outra língua. É esquisito, mas pode ser legal. Legal porque a gente pode experimentar viver outras vidas. Esquisito porque tem gente que deixa a vida de lado pra curtir só essa vida virtual. Sei lá…eu acho esquisito, mas talvez seja porque eu tô velho. Acho que se for uma second life, ok. O problema é virar only life…ou lonely life. Na real, ta cheio de coisa esquisita nesse negócio de novas mídias. Tipo TV no elevador. E agora? Acabou aqueles momentos constrangedores de silêncio? Aquela coisa chata de comentar sobre o tempo. Ta sol hoje, né? Nossa como esfriou! Que nada! Agora tem TV no elevador mostrando a previsão do tempo no mundo todo pelos próximos cinco dias! Que coisa chata! A gente mal entra no elevador e já tem de ver a notícia de que jogaram uma menininha pela janela! Caramba! Privacidade agora, só no banheiro! …Por enquanto. Quer dizer, em banheiro de bar já tem novas mídias também, mas em casa ainda não.

Eu acho tudo legal, mas lamento as saudades de coisas que ainda não se foram, mas acho que irão. Tipo ler o jornal no domingo de manhã enquanto o leite sobe na leiteira e deixa aquele cheirinho na cozinha. Tipo perder alguma seção do jornal no meio de todos aqueles cadernos de domingo… Mas, ao mesmo tempo, papel destrói árvores…

O lixo eletrônico, no entanto, é outro problema. O que fazer com milhões de aparelhos de celular que viram lixo todos os anos? Pois é! Ta meio complicado, mas eu não temo pelo mundo não. O mundo não vai acabar por nossa causa. Nós é que vamos acabar, o mundo vai ficar por aí, habitado pelas baratas de filtro solar que vão se bronzear  num mundo mais quente. Por fim, descobri o que é podcast, e isso já valeu o dia. Me senti até mais jovem.

Marcio Svartman

 

*quem quiser conhecer os podcasts da nossa querida amiga Cris Naumovs, vale a pena. Procura ela aí no google que vc vai achar um monte coisas. Porque é isso que ela faz: um monte de coisas excelentes!

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