Tanto se falou antes da Olimpíada da pança do Ronaldinho – o do sul, não o extra-oficialmente gordo dos joelhos complicados. Sua falta de forma, o longo período sem partidas oficiais, a crise na saída do Barcelona, a dúvida se poderia voltar a mostrar a genialidade que o tornou o melhor do mundo para a Fifa. Mas Dunga o bancou no grupo dos 18 que brigavam pelo ouro inédito.
Até aí, eu concordei com o ex-volante troncudo e grosso (mas vencedor). Era um cenário propício para uma bela volta por cima. Fora que um Ronaldinho gordo vale mais do que 90% dos jogadores profissionais do mundo.
Aí começaram os jogos, e deu pra ver sua falta de ritmo. A pancinha atrapalhou seu rendimento e, embora sua técnica permaneça brilhante, sua agilidade, velocidade e vigor estavam comprometidos.
Até aí, de novo tudo bem. Primeiro porque tenho compaixão pela pancinha, ainda mais com a pancinha que adquiri nas minhas férias. Depois pois, apesar de ele não tirar a camisa após cada partida talvez para não mostrar a barriga, acredito que ele melhorou muito e estava em condições jogar.
Só que o Dunga botou ele mal posicionado, muito recuado para sua realidade física. Ele não está em condições de carregar a bola em velocidade para o campo de ataque, como fazia em 2005/06 no Barça. Do jeito que está hoje, ele só pode dar passes precisos, limpar lances em espaços curtos. Correria não rola. Mas jogando recuado, e para servir um único atacante, não precisa ser gênio pra ver que era óbvio que não daria certo.
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Making Of – capa da Encontro 270 (Xilogravura)
Discutir, criar, reinventar. Discutir, criar, reinventar. Discutir, criar, reinventar. Isso, isso, a gente não cansa de fazer isso. Ao contrário, adoramos. E em meio a um desses espirais, lá no começo deste ano inauguramos outra seção na querida revista Encontro – a publicação corporativa da Unilever Brasil que realizamos com carinho (leia também o post abaixo!!!).
O título da novidade é Reflexão. O assunto é algo em destaque nesse mundão. A assinatura é sempre a de um profissional convidado, de fora da Unilever, talentoso e gabaritado. Gente da pesada, como Mario Sergio Cortella, Antonio Prata e Arthur Veríssimo já deixaram suas palavras por lá, para quem – como nós aqui da Elos – curte pensar, debater, refletir, transformar…





